segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

SHOW DE PROMESSAS OU PROMESSAS DE LUCRO?

Queridos leitores,

Compartilho com você uma matéria retirada do site www.noticias.gospelprime.com.br sobre o show exibido neste final de semana na Rede Globo.
Para ser muito sincero não consegui formar uma opinião definitiva. Por um lado sou muito resistente a este tipo de exploração já que gera muitas consequências negativas no meio cristão. Por outro lado pode levar pessoas a conhecerem o Evangelho.Pelo menos vale a discussão para que consigamos criar uma idéia e pensarmos sobre este assunto.

A Rede Globo transmitiu neste domingo, 18, o Festival Promessas, evento que reuniu nove nomes da música gospel no Aterro do Flamengo no Rio de Janeiro. Os cantores do segmento comemoraram a abertura da emissora que nunca teve muita proximidade com os evangélicos, mas por outro lado diversos fiéis questionavam se aparição é válida para promover o evangelho.
O pastor Ariovaldo Júnior usou seu Twitter para criticar os cantores que aceitaram participar do festival. “Acha mesmo que esse tipo de coisa na TV beneficia o Reino? Isso aí é o tipo de coisa que Jesus expulsou do templo no chicote!”, disse ele.
Ariovaldo critica o evangelho pregado nessas canções e diz não é o evangelho de Jesus, mas de Mamon. A resposta foi dada para uma tuiteira que tentava convencê-lo de que o espaço dado pela Globo faria a Palavra de Deus chegar mais longe.”Eu definitivamente não tenho nada a ver com essa corja gospel. O evangelho que conheço não é essa palhaçada”, criticou.
Por outro lado muitos pastores comemoravam o espaço dado ao público, já que hoje os evangélicos representam 20% da população brasileira. O pastor Silas Malafaia, que de acordo com a Folha de São Paulo seria o grande idealizador do festival, também comemorou a programação em seu Twitter, e não foi só isso, ele também pagou por uma das propagandas exibidas nos intervalos do programa Festival Promessas.
Malafaia já havia profetizado que um dia estaria na emissora carioca falando de Jesus. Quem se lembrou dessa palavra foi o pastor Vicente Sabbatino que escreveu: “O Profeta de nossa geração disse que um dia estaríamos na Globo. O Festival Promessas é apenas o primeiro ato de uma sinfonia de vitória.”
Quem também resumiu sua opinião a respeito dessa polêmica foi o pastor Junior Souza que escreveu em seu microblog que “a Globo a usa os evangélicos para ganhar audiência e nós usamos a Globo para pregar o evangelho”.

ELE


Esta semana antecede o Natal. Os primeiros cristãos adotaram 25 de dezembro como a data do nascimento de Jesus para se opor à festa pagã do Sol Invictus.
Conseguiram. A data ingressou no calendário cristão pela primeira vez, segundo a tradição, no ano de 330, quando da construção da basílica constantiniana de São Pedro, em Roma.
Estendeu-se a data comemorativa por toda a cristandade ocidental, salvo tradições locais das igrejas ortodoxas. O costume, no decorrer do tempo, elevou a data da natividade em momento de evocação de valores espirituais.
Jesus, nome popular na Palestina à época do nascimento de Jesus de Nazaré, nasce em momento de depressão do povo judeu. A ocupação romana e o surgimento de falsos messias surtiam efeitos negativos.
A pregação do filho de José logo surtiu efeito. Jesus passou a ser seguido por adeptos pelas estradas palestinas de então. Corporifica, como registra a Teologia: o Filho de Deus para os cristãos.
No entanto, as três religiões monoteístas, nascidas na bacia mediterrânea, recolhem a figura de Jesus. Os muçulmanos, conforme a Sagrado Alcorão, arrolam Jesus como profeta.
A rica literatura judaica confere a Jesus de Nazaré registro em livros meramente históricos. Seria mais um falso messias. Os evangelistas, contudo, presentes no início da pregação eram todos judeus.
Jesus de Nazaré - o Messias, aquele que vem salvar, - teve sua vida e feitos examinados pelos mais eminentes estudiosos das religiões. As pesquisas e comentários preenchem grandes bibliotecas por todo o Ocidente.
A sua pregação levou povos à morte e suas palavras, muitas vezes, foram utilizadas de maneira deformada e cínica. Governos totalitários, afirmando defender valores, praticaram, em seu nome, grandes carnificinas.
Ainda hoje, as mentes são deformadas por falsos clichês usados para marcar e denegrir comunidades em virtude da religião que professam.
Buscam alguns governantes denegrir valores e tradições, sem respeitar a identidade de cada povo e suas vontades de expressar a vocação espiritual singela ou coletiva. Todas as guerras possuem um componente religioso.
Há, na atualidade, um eclipse do sagrado. Este seria provocado pela evolução dinâmica da ciência e da técnica-industrial. O fenômeno gera um homem serenamente ateu.
Apesar desta situação nova, a espiritualidade, em muitas mentes, mostra-se atuante e repleta de vibrações. Basta observar os templos dos múltiplos credos.
A religião permitiu, por meio das inúmeras confissões, reintegrar pessoas, nas diversas partes do país, em novas comunidades. Em uma sociedade onde a imigração foi constante e selvagem, a religião, pois, teve papel decisivo em reorganizar a vida comunitária.
Agora, chega à hora de comemorar a festa maior da cristandade. A velha formula proto cristã, de dividir o pão entre os membros da comunidade, transformou-se muitas vezes em mero ato consumista.
O capitalismo - em sua ânsia voraz - capturou todos os sentimentos nobres e os transformou em meros objetos de troca. Já não vale o mero sorriso. Exige-se a presença da troca com valor monetário.
As pessoas se endividam para presentear. O sagrado foi posto de lado. Não tem significado. Poucos se lembram da singela manjedoura, berço de Jesus de Nazaré.
Todos se recordam dos monumentos construídos em sua homenagem por governantes perversos e seguidores usurpadores. Poucos se lembram da simplicidade do Natal autentico.
Independente da postura adotada - ateu ou adepto das múltiplas confissões religiosas - vale sempre possuir a consciência da importância fundamental de cada ser vivo.
Seria oportuno, nesta semana, fechar os olhos para o mundano e abrir os corações para o interior das próprias mentes. Um exame de consciência, livre de postura religiosa, é sempre oportuno.
No mínimo, evita agredir o outro por mero lance de ódio ou vaidade.


Fonte: Terra.com.br
Escrito por Cláudio Lembo, advogado e professor universitário. Foi vice-governador do Estado de São Paulo de 2003 a março de 2006, quando assumiu como governador.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

O DEFENSOR DO EVANGELHO DA GRAÇA

Queridos leitores,

Segue abaixo o esboço que fiz para a aula n° 12 – Revista Jovens e Adultos – 4° trimestre 2011 – Editora Betel – Barnabé. Sugiro sua leitura junto coma revista. A aula será ministrada em uma sala de jovens.

Introdução: de acordo com a definição corrente, APOLOGÉTICA é a disciplina teológica própria de uma religião que se propõe a demonstrar a verdade da própria doutrina, defendendo-a de teses contrárias. Basicamente é a prática da explanação, demonstração (de ordem moral, científica, histórica, etc.) e defesa sistematizada da fé, sua origem, credibilidade, autenticidade e superioridade em relação às demais religiões
Basicamente é mais conhecida como Apologética Cristã, pois outras religiões como Islamismo e Budismo fizeram tentativas menores de desenvolver esta linha em seus meios.
É dividida basicamente em 4 tipos: evidencialista, pressuposicional, filosófica e científica.
Este conhecimento prévio da apologética é necessário para entender que a defesa da fé deve ser feita de maneira correta, pois a igreja é constantemente atacada. A igreja primitiva enfrentava sérios problemas com os novos cristãos que estavam na Judéia que E tendo sua fé ameaçada pelo ensino judaizante, isto é, a salvação ocorreria apenas se atos complementares fossem feitos, como por exemplo a circuncisão.
A apologética cristã (defesa da fé) quando feita de forma equivocada proporciona divisões dentro do corpo de Cristo.
1. Efésios 2:8 diz claramente que “somos Salvos pela graça, por meio da fé, e isso não vem de nós”. Pra entender claramente este ponto é importante compreender e defender que a Salvação não é fruto de feitos humanos. A antiga aliança que havia entre Deus e os homens (através de sacerdotes, sacrifícios e santuário) foi substituída pela mediação de Jesus (através da Sua morte e ressurreição). Esta nova aliança permite agora que não apenas os judeus (contemplados na aliança antiga) tenham direito a salvação mas agora ela é estendida a todos os homens (gentios). Para se alcançar esta salvação é necessário que as pessoas respondam apenas com a fé (acreditar) e não com obras ou atitudes. Só é possível ter a verdadeira fé quando o evangelho é conhecido e sua verdade aceita.
O grande problema que havia na época de Paulo era que os judeus que haviam aceitado a Cristo não tinham dificuldades em seguir a Cristo pois continuavam a obedecer a Lei Mosaica. Algumas regras da ética Cristã coincidiam com a Lei Mosaica. Já para os gentios este conceito não se aplicava porque historicamente eles eram estrangeiros sem qualquer privilégio de cidadania. Por não estarem baseados em uma promessa divina não tinham qualquer expectativa. Os judeus então de uma forma errada na sua interpretação diziam que para um gentio aceitar a Cristo e ser salvo antes precisava ser circuncidado. Em teoria precisavam se tornar judeus para depois serem salvos através de Cristo. Mesmo tendo sido convertidos estes judeus não tinham ainda compreendido plenamente o evangelho da graça. Ser circuncidado para um judeu era motivo de orgulho e um dos mais importantes de seus 613 mandamentos por isso muito difícil de ser abandonado. Abaixo uma pequena ilustração para entender o que é a circuncisão realizada até hoje por muitos judeus. Era um rito para que o individuo participasse dos benefícios contidos no concerto com Abraão.


2. Não podemos nos esquecer que a nação de Israel demonstrava desprezo pelos gentios. A orientação inicial de Deus era que o judeu deveria ser exemplo aos gentios e não se misturar com eles em sua praticas pagãs (diversos deuses contra um Deus único) por isso algumas regras deveriam ser seguidas, por exemplo, uma terra particular, regras de alimentação, rituais, etc. Porém com o passar do tempo esta orientação foi substituída pelo orgulho. Vale citar que os judeus tinham medo que a pregação de Paulo e Barnabé com o tempo acabasse com a tradição judaica.
3. É bastante interessante observar que este tema trouxe grande discussão entre Paulo/Barnabé e os indivíduos que estavam ensinando isto (ler Atos 15:2). Foi necessária então uma reunião com os apóstolos e presbíteros da igreja. Pedro, Barnabé e Paulo fazem então uma defesa veemente demonstrando que não há necessidade de ações humanas para ser salvo (Ler At. 15: 6-12). Tiago então encerra a questão pedindo que os gentios sejam livres da lei e do cerimonial e propõe que tanto judeus quanto gentios pratiquem a moderação (Atos 15:19-21). Pedia que os gentios aceitassem os escrúpulos dos judeus e não ofende-los comendo comida sacrificada aos ídolos nem carne de animais estrangulados. Em outras palavras os gentios não eram obrigados a cumprirem a lei Mosaica para alcançar a salvação e os judeus poderiam continuar fazendo os rituais da lei, mas isso não traria salvação a eles. Salvação somente em Cristo. Ensinamento bastante interessante que deve ser aplicado nos dias atuais onde a intolerância tem sido praticada em nome de uma santidade fajuta. Notar que não se admite aqui liberalismo teológico em nome da moderação.
Exemplos de liberalismo teológico: o casamento gay, o aborto, a teoria da evolução contra o relato da criação, o relativismo moral, o sexo livre e o ecumenismo com todas as religiões.

Conclusão: Atualmente líderes cristãos têm falhado tanto nos conceitos bíblicos onde se ensina ou no mínimo não se esclarece corretamente que a salvação não é por obras. Vemos com freqüência a troca de favores com Deus ou obtenção da graça através de contribuições financeiras. Isto lembra a época das indulgencias. Talvez estamos precisando de uma nova Reforma Protestante?
Também falha a apologética Cristã. A “salada” que se formou enfraquece esta defesa, gera divisões e permite ataques do inimigo. Precisamos urgentemente reavaliar nossos conceitos e fazer a defesa da fé corretamente.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

CINCO, QUATRO, TRÊS, DOIS, UM! VOCÊ QUER MESMO UM ANO NOVO?


Dezembro chegou! Estamos em contagem regressiva para celebrar a chegada de 2012. A maioria das pessoas está eufórica - tudo parece mais acelerado que o normal.
Agenda repleta de compromissos, lojas lotadas, caos nos aeroportos, promoções imperdíveis, lançamento de novos produtos....
Falar em planejamento para o próximo ano em meio a agitação das festas de final de ano é considerado para muitos um investimento pouco estimulante e por isso muitas vezes esquecido.
É crescente o número de pessoas que na busca desenfreada do ter pelo ter ou fazer por fazer perderam a noção do que realmente desejam da vida. Sem planos e perspectivas entra ano sai ano elas apenas sobrevivem aos acontecimentos, estão sempre correndo atrás do prejuízo e se enveredando nas teias da frustração. E esse é um ponto delicado!
Quem deseja mudar de áreas da sua vida precisa antes de tudo pedir orientação de Deus. De nada adianta planejar se seus desejos não estão de acordo com o coração de Deus.
Depois é necessário saber exatamente o que gera descontentamento. Depois fazer planos, ter desejo ardente de que eles se tornem realidade e criar estratégias para trazer à realidade os seus sonhos.
Simplesmente pensar positivo ou como muitos fazem, comer lentilha e semente de romã ou usar roupa branca
não tornam realidade seus sonhos. Com o passar do tempo os pensamentos não suportam as pressões do dia a dia e se perdem. Desejos sem orientação de Deus, sem avaliação, sem planejamento e espera farão apenas com que você reproduza hábitos e viva na mesmice.
Para transformar seus desejos em conquistas  é necessário  mudar pensamentos e atitudes. Pouco adianta começar o ano idealizando coisas grandiosas sem um levantamento por escrito do que e como é necessário mudar. Ter estratégias, ações e objetivos claros garante as chances de qualquer pessoa alcançar seus objetivos.
O que e em que área de sua vida você realmente deseja dar um novo rumo? Estabeleça metas a curto prazo, para no máximo três meses e vá cumprindo no decorrer do ano. exemplos: caminhar 15 minutos por dia, ler 2 capítulos da Bíblia diariamente, economizar R$ 50,00 por mês, etc.
Use  este restinho de ano e planeje seu 2012.
Aproveito aqui para agradecer a você que leu algum dos meus artigos este ano ou se tornou um seguidor.
Lá no início deste ano, dia 02/01/11,  publiquei meu primeiro post (LEIA O POST AQUI) lançando este blog e não imaginava chegar neste final de ano com 3.000 visitas. Não é  fácil manter o blog atualizado mas mesmo assim, o tempo tem me dado experiência e com isso procuro melhorá-lo sempre. Vou continuar publicando no ano de 2012 promovendo algumas mudanças. (já está na minha lista de planos para o próximo ano).
Boas festas, feliz ano novo e que Deus com sua poderosa graça e sabedoria guie seus passos!!!

Alexandre

sábado, 26 de novembro de 2011

FALSAS CONVERSÕES - BUSCANDO APENAS UM TERAPEUTA DIVINO




Se você é pai, mãe ou lider de um adolescente cristão, Kenda Creasy Dean faz um alerta: seu filho/aluno está seguindo uma forma mutante de cristianismo e você pode ser o responsável. Dean afirma que cada vez mais adolescentes estão adotando o que ela chama de “deísmo moralista-terapêutico”.
Tradução: uma fé enfraquecida que mostra Deus como um “terapeuta divino”, cujo principal objetivo é aumentar a auto-estima das pessoas.
É crescente o número de conversões falsas entre adolescentes cristãos. Dean é pastora, professora do Seminário Teológico de Princeton e autora de Almost Christian, [Quase cristão]. Seu livro argumenta que muitos pais e pastores estão propagando inconscientemente essa forma egoísta de cristianismo. Ela afirma que essa fé “impostora” é uma razão pela qual os adolescentes abandonam as igrejas.
“Se este é o Deus que eles estão vendo na igreja, então estão certos em querer nos abandonar”, diz Dean. “As igrejas não dão motivos suficientes para eles se sentirem motivados.”
Características comuns dos jovens apaixonados pelo que fazem:
Dean tirou suas conclusões no que ela chama de um dos verões mais deprimentes de sua vida. Ela entrevistou adolescentes sobre sua fé depois de ajudar a realizar uma pesquisa para o controverso “Estudo Nacional da Juventude e Religião”. Este estudo, que incluiu entrevistas feitas em profundidade com pelo menos 3.300 adolescentes americanos entre 13 e 17 anos, concluiu que a maioria dos adolescentes que afirmavam ser cristãos eram indiferentes sobre sua fé e não se envolviam com ela.
O estudo incluiu cristãos de todas as classes – desde católicos até evangélicos, de denominações conservadoras e também das mais liberais. Os números finais indicam que embora 3 em cada 4 adolescentes americanos (75%) se declarem cristãos, menos da metade pratica sua fé, apenas metade a considera importante e a maioria não consegue falar de maneira coerente sobre suas crenças.
Muitos adolescentes pensam que Deus quer apenas que eles se sintam bem e que façam o bem – algo que os pesquisadores chamaram de “deísmo moralista-terapêutico”.
Alguns críticos disseram à pastora Kenda Dean que a maioria dos adolescentes não consegue falar coerentemente sobre qualquer assunto profundo, mas ela argumenta que existem estudos em abundância mostrando que isso não é verdade. “Eles têm muito a dizer. Eles podem falar sobre dinheiro, sexo e suas relações familiares com detalhes. A maioria das pessoas que trabalha com adolescentes sabe que eles não são naturalmente desarticulados”, afirma Dean.
Em Almost Christian, Dean fala com os adolescentes que são envolvidos com sua fé. A maioria vem de igrejas mórmons e evangélicas, que tendem a realizar um trabalho melhor no sentido de gerar nos adolescentes uma paixão pela religião. A escritora disse que adolescentes cristãos comprometidos compartilham 4 características, não importando suas origens: eles têm uma experiência pessoal com Deus, um envolvimento profundo com uma comunidade espiritual, um senso de propósito e um senso de esperança quanto ao futuro. “Existem incontáveis estudos que mostram que adolescentes religiosos têm melhores notas na escola, têm relações melhores com os pais e se envolvem menos em comportamentos de alto risco. Eles fazem um monte de coisas pelas quais os pais oram”, escreve ela.
Dean é uma pastora ordenada pela Igreja Metodista Unida e que diz que os pais são a influência mais importante na fé dos filhos. Por isso, coloca sobre os adultos a responsabilidade maior pela apatia religiosa dos adolescentes. Alguns adultos não esperam muito dos pastores e líderes de jovens. Os pais simplesmente esperam que os pastores mantenham os jovens longe das drogas e do sexo antes do casamento. Outros ensinam um “evangelho legal”, no qual a fé consiste simplesmente em fazer o bem e não machucar os outros. Não se ouve sobre o chamado cristão para correr riscos, testemunhar e se sacrificar pelos outros, conclui Dean. “Se os adolescentes carecem dessa articulação da fé, possivelmente é porque a fé que mostramos a eles é muito fraca para merecer mérito durante a conversa”, escreveu Dean, com a autoridade de quem é professora de Juventude e Cultura Eclesiástica no Seminário Teológico de Princeton.
Teen Guide: É crescente o número de conversões falsas entre adolescentes cristãos – Mais adolescentes podem estar se desviando do cristianismo convencional, mas seu desejo de ajudar os outros não diminuiu, afirma Barbara A. Lewis, autora de The Teen Guide to Global Action [Guia dos Adolescentes para Ação Global]. Ela diz que Dean está certa – muitos adolescentes estão adotando uma crença distorcida sobre quem é Deus.
No entanto, houve uma “explosão” no envolvimento dos jovens desde 1995, o que Lewis atribui a mais escolas enfatizando a necessidade de serviço comunitário. Adolescentes menos religiosos não são automaticamente menos compassivos, afirma.
“Vejo um aumento na paixão dos jovens para fazer deste mundo um lugar melhor. Muitos jovens estão buscando a solução dos problemas. Eles não estão esperando pelos adultos”, conclui Lewis.
O que os adolescentes dizem sobre seus colegas.
Elizabeth Corrie encontra alguns desses adolescentes idealistas em todos os verões. Ela adotou o desafio central do livro de Lewis: incutir a paixão religiosa nos adolescentes. Corrie, que já foi professora de religião do ensino médio, hoje dirige um programa chamado YTI – Youth Theological Initiative [Iniciativa Teológica da Juventude] da Universidade de Emory, na Geórgia. O YTI funciona como um curso rápido de treinamento teológico para os adolescentes. Pelo menos 36 estudantes do ensino médio de todo o país reúnem-se para três semanas de formação cristã. Eles adoram a Deus juntos, visitam diferentes comunidades religiosas e participam de projetos comunitários.
Corrie diz que não há escassez de adolescentes que desejam ser inspirados e fazer deste um mundo melhor. Mas o cristianismo que alguns aprenderam não os inspira “a mudar alguma coisa que não está funcionando no mundo”.
“Adolescentes querem ser desafiados; eles querem que suas perguntas difíceis sejam levadas em consideração. Achamos que eles querem bolo, mas eles realmente desejam bife com batatas fritas, e nós continuamos a lhes dar bolo”, acredita Corrie.
Estudante de uma escola em Atlanta, David Wheaton diz que muitos de seus colegas não estão motivados com o cristianismo porque não conseguem ver o retorno disso. ”Se eles não conseguem ver benefícios imediatos, acabam se mantendo longe. Eles não querem fazer sacrifícios”, afirma.
Como pais radicais instigam a paixão religiosa em seus filhos
Não são apenas os pais, as igrejas também compartilham a culpa pela apatia religiosa dos adolescentes, afirma a professora Corrie. Ela diz que os pastores muitas vezes pregam uma mensagem de segurança que pode atrair um número maior de fiéis. O resultado: mais pessoas bocejando nos bancos.
”Se a sua igreja não consegue sobreviver sem um certo número de membros comprometidos, você acaba não querendo pregar uma mensagem que possa irritar as pessoas. Todo mundo vai concordar se você apenas disser que devemos ser bons e que Deus recompensa os que são bons”, conclui Corrie.
Parafraseando a autora de Almost Christian, Corrie enfatiza que o evangelho da gentileza não consegue ensinar os adolescentes a enfrentar uma tragédia. “Não consegue suportar o peso de questões mais profundas: Por que meus pais estão se divorciando? Por que meu melhor amigo cometeu suicídio? Por que, nesta economia, eu não consigo o emprego bom que me foi prometido se fosse um criança estudiosa?” O que um pai pode fazer então? “Seja radical”, responde Dean.
Ela diz que os pais que fazem algum ato radical de fé na frente de seus filhos transmitem mais do que um grande número de sermões e viagens missionárias. Um ato radical de fé poderia envolver algo simples como passar um verão na Bolívia trabalhando em um projeto de renovação agrícola ou recusar uma oferta de emprego mais lucrativa para ficar em uma igreja que está passando por lutas, aponta Dean.
Mas não é suficiente ser radical – os pais devem explicar que “esse é o modo como cristãos vivem”. ”Se você não disser que está fazendo isso por causa de sua fé, seus filhos dirão que os pais são realmente pessoas legais. Não se entende que a fé deveria fazer você viver de forma diferente, a menos que os pais ajudem os filhos a perceber isso”, diz Dean.
“Eles me ligaram quando eu estava sem opções”
Anne Havard, uma adolescente de Atlanta, pode ser considerada radical. Uma jovem cuja fé parece estar incendiada. Ela participou do programa da universidade Emory. Hoje, fica emocionada quando fala sobre a possibilidade de ensinar teologia futuramente e cita estudiosos de peso, como o teólogo Karl Barth.
Ela está tão entusiasmada com sua fé que, após ouvir uma questão, dispara uma resposta de 5 minutos antes de parar e rir: “Desculpe, já falei demais”.
Havard diz que sua fé tem sido alimentada pelo que Dean chama em Almost Christian “uma comunidade de fé relevante”.
Em 2006, o pai de Havard foi vítima de uma forma rara de câncer. Em seguida, perdeu uma das suas melhores amigas – uma jovem na flor da vida – também para o câncer. Foi aí que sua igreja e seu pastor entraram em cena. Segundo ela: ”eles me ligaram quando eu estava sem opções”.
Quando questionada sobre como sua fé se manteve após perder o pai e sua amiga, Havard não ficou procurando palavras como alguns dos adolescentes em Almost Christian.
Ela diz que Deus falou mais quando se sentiu sozinha – como Jesus deve ter se sentido na cruz. “Quando Jesus estava na cruz clamando: ‘Meu Deus, por que me abandonaste”?’ Jesus era parte de Deus”, diz ela. “Então, Deus sabe o que significa duvidar. Está tudo bem passar em uma tempestade, ter dúvidas, porque Deus também estava lá”

sábado, 19 de novembro de 2011

ELOGIE SEUS ALUNOS E FILHOS DA MANEIRA CORRETA


Recentemente um grupo de crianças pequenas passou por um teste muito interessante. Psicólogos propuseram uma tarefa de média dificuldade, mas que as crianças executariam sem grandes problemas. Todas conseguiram terminar a tarefa depois de certo tempo. Em seguida, foram divididas em dois grupos.
O grupo A foi elogiado quanto à inteligência. “Uau, como você é inteligente!”, “Que esperta que você é!”, “Menino, que orgulho de ver o quanto você é genial!” ... e outros elogios à capacidade de cada criança.
O grupo B foi elogiado quanto ao esforço. “Menina, gostei de ver o quanto você se dedicou na tarefa!”, “Menino, que legal ter visto seu esforço!”, “Uau, que persistência você mostrou. Tentou, tentou, até conseguir, muito bem!” ... e outros elogios relacionados ao trabalho realizado e não à criança em si.
Depois dessa fase, uma nova tarefa de dificuldade equivalente à primeira foi proposta aos dois grupos de crianças. Elas não eram obrigadas a cumprir a tarefa, podiam escolher se queriam ou não, sem qualquer tipo de consequência.
As respostas das crianças surpreenderam. A grande maioria das crianças do grupo A simplesmente recusou a segunda tarefa. As crianças não queriam nem tentar. Por outro lado, quase todas as crianças do grupo B aceitaram tentar. Não recusaram a nova tarefa.
A explicação é simples e nos ajuda a compreender como elogiar nossos filhos e nossos alunos. O ser humano foge de experiências que possam ser desagradáveis. As crianças “inteligentes” não querem o sentimento de frustração de não conseguir realizar uma tarefa, pois isso pode modificar a imagem que os adultos têm delas. “Se eu não conseguir, eles não vão mais dizer que sou inteligente”. As “esforçadas” não ficam com medo de tentar, pois mesmo que não consigam é o esforço que será elogiado. Nós sabemos de muitos casos de jovens considerados inteligentes não passarem no vestibular, enquanto aqueles jovens “médios” obterem a vitória. Os inteligentes confiaram demais em sua capacidade e deixaram de se preparar adequadamente. Os outros sabiam que se não tivessem um excelente preparo não seriam aprovados e, justamente por isso, estudaram mais, resolveram mais exercícios, leram e se aprofundaram melhor em cada uma das disciplinas.
No entanto, isso não é tudo. Além dos conteúdos escolares, nossos filhos precisam aprender valores, princípios e ética. Precisam respeitar as diferenças, lutar contra o preconceito, adquirir hábitos saudáveis e construir amizades sólidas. Não se consegue nada disso por meio de elogios frágeis, focados no ego de cada um. É preciso que sejam incentivados constantemente a agir assim. Isso se faz com elogios, feedbacks e incentivos ao comportamento esperado.
Nossos filhos precisam ouvir frases como: “Que bom que você o ajudou, você tem um bom coração”, “parabéns meu filho por ter dito a verdade apesar de estar com medo... você é ético”, “filha, fiquei orgulhoso de você ter dado atenção àquela menina nova ao invés de tê-la excluído como algumas colegas fizeram... você é solidária”, “isso mesmo filho, deixar seu primo brincar com seu videogame foi muito legal, você é um bom amigo”. Elogios desse tipo estão fundamentados em ações reais e reforçam o comportamento da criança que tenderá a repeti-los. Isso não é “tática” paterna, é incentivo real.
Por outro lado, elogiar superficialidades é uma tendência atual. “Que linda você é amor”, “acho você muito esperto meu filho”, “Como você é charmoso”, “que cabelo lindo”, “seus olhos são tão bonitos”. Elogios como esses não estão baseados em fatos, nem em comportamentos, nem em atitudes. São apenas impressões e interpretações dos adultos. Em breve, crianças como essas estarão fazendo chantagens emocionais, birras, manhas e “charminhos”. Quando adultos, não terão desenvolvido resistência à frustração e a fragilidade emocional estará presente.
Homens e mulheres de personalidade forte e saudável são como carvalhos que crescem nas encostas de montanhas. Os ventos não os derrubam, pois cresceram na presença deles. São frondosos, copas grandes e o verde de suas folhas mostra vigor, pois se alimentaram da terra fértil.
Que nossos filhos recebam o vento e a terra adubada por nossa postura firme e carinhosa.


retirado do site: www.marcosmeier.com.br

terça-feira, 15 de novembro de 2011

O TAL JORNALISMO VERDADE DA RECORD - O ESCÂNDALO DO CAIR NO ESPÍRITO - E NOSSAS CRIANÇAS CRESCENDO EM MEIO A MALUQUICES E JOGOS DE INTERESSE


Domingo, dia 13/11 foi divulgada uma matéria na Rede Record sobre o movimento pentecostal que se auto- intitula "Cair do Espírito". Se não assistiu clique AQUI e assista. 
Apesar de ser um movimento nascido há aproximadamente 20 anos e que conta com milhares de adeptos, incluindo o Brasil, foi mostrado na reportagem como sendo um movimento relativamente novo. Seu maior exponente é o Pastor Benny Hinn.
Todo meio de comunicação, incluindo os mais consagrados, nunca são isentos em suas matérias. Há sempre um motivo que move a reportagem e neste caso não seria diferente apesar do tom sério e do slogan da Record "Jornalismo Verdade" (me engana que eu gosto ) o objetivo por trás desta matéria é aparentemente atingir a cantora Ana Paula Valadão, adepta do "cair no Espírito" e a uma contratada da gravadora Som Livre, ou seja , dinheiro, dinheiro, dinheiro e expressar publicamente o desejo de vingança contra algumas pessoas do chefão (ops, Bispo)  Edir Macedo. 
Esta matéria provocou reações iradas da maioria dos evangélicos criando dentro da igreja de Cristo mais uma celeuma provocada por interesses variados. 
Infelizmente todos os evangélicos adeptos ou não, são atingidos quando fatos assim acontecem.
Me preocupa o caminho que nossas igrejas estão tomando e como isso afetará a próxima geração.
Nossas crianças seguem o exemplo daquilo que veem. 
O Evangelho em vez de ser pregado está sendo ridicularizado com ações deste tipo.
Particularmente entendo (isso significa que respeito mas não necessariamente concordo com outras formas de ver este movimento) que  o capo Edir Macedo e o seu jornalismo não teriam imagens toscas de histeria se parte dos pentecostais e neopentecostais observassem I Corintios 14. O apóstolo Paulo foi bem claro: “Portanto, as línguas são um sinal para os descrentes, e não para os que crêem; a profecia, porém, é para os que creem, e não para os descrentes. Assim, se toda a igreja se reunir e todos falarem em línguas, e entrarem alguns não instruídos ou descrentes não dirão que vocês estão loucos?” (1 Coríntios 14. 22-23). O vingativo autointitulado bispo Edir Macedo só espalha o escândalo do dia a dia. 

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

AUXILIANDO ADOLESCENTES A NÃO ESTRAGAREM SEU FUTURO PROFISSIONAL AO USAREM REDES SOCIAIS




Hoje foi divulgada uma matéria  que dois adolescentes ingleses foram presos ao se referir ao jogador Sammy Ameoby  do Newcastle de forma racista através do twitter (LEIA AQUI A MATÉRIA)
O jogador postou  uma foto na página na rede social, com um par de chuteiras pretas nas mãos e a legenda "sempre haverá um lugar em meu coração para as totalmente pretas", e recebeu o seguinte cometário dos adolescentes:  "sua mão é quase da mesma cor, negro".
Após o ocorrido, os seguidores do atleta foram identificados e detidos pela polícia da Northumbria, que através de um porta voz esclareceu o ocorrido, dizendo que os dois jovens de 17 anos foram presos por suspeita de comunicação má intencionada.
No Brasil, guardada as devidas proporções,  muitos tem se manifestado através das redes sociais de forma bastante preconceituosa sobre a doença do ex-presidente Lula dizendo que ele deveria se tratar na rede do SUS para ver o que é bom, etc.
Não cabe aqui comentário sobre isto ou se no Brasil deveríamos ter leis mais duras para crimes através da rede (deveria!) mas sim como determinados atos através da internet podem prejudicar a vida profissional de nossos adolescentes, jovens e adultos e como você, educador cristão,  pode e deve orientá-los sobre isto.
Semana passada dois empregados da Apple foram demitidos por justa causa pois fizeram criticas aos produtos da Apple em uma rede social, de forma privada e em horário fora do expediente de trabalho, demonstrando assim que nossas vidas estão "big brotherardas" e temos que estar sempre atentos.
Milhões de jovens podem prejudicar suas carreiras futuras com os detalhes sobre eles próprios, postados em websites de redes sociais como Facebook, MySpace, Orkut, etc.
Além de muitas vezes serem prejudiciais à nossa espiritualidade (vou tratar disso em outro post) podem prejudicar a carreira de nossos adolescentes.
Então aqui vão algumas informações interessantes:
O Gabinete Internacional da Informação afirma que mais da metade dos entrevistados expôs a maioria de suas informações privadas ao público.
Na pesquisa, 71% de um universo de 2.000 jovens entre 14-21 anos de idade disseram que não gostaria que as faculdades ou os empregadores fizessem uma pesquisa na Internet sobre eles antes que eles retirassem alguns dados postados pois isso poderia compromete-los. 
Expressões como "vagabundando", "trabalhar para que", "estudar é para otário" e outras do gênero comprometem estes jovens em uma rápida pesquisa que qualquer empregador fizer pelas redes sociais, ou seja, o que é postado, independentemente de ter sido a intenção ou não pode comprometer seriamente os jovens.
Além disso a pesquisa informa que 60% postou data de nascimento e dados pessoais como números de documentos ou mesmo endereço comprometendo a sua própria segurança e de seus familiares.
Além disso a grande maioria afirmou que aceitam novos amigos mesmo sem saber quem são, o que, em uma rede social, pode levá-los a ter contatos com pessoas que fazem ou mantenham ações ilegais na rede
O custo para o futuro de uma pessoa pode ser muito alto se algo indesejado for encontrado pelo número crescente de instituições de ensino e  empregadores que utilizam a Internet como uma ferramenta para avaliar potenciais alunos ou funcionários..
Oriente seus alunos!!

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Reforma Protestante

Hoje se comemora o 495º ano da Reforma Protestante.
Um dos pontos de destaque da reforma é o fato de ela ter possibilitado um maior acesso à Bíblia, graças às traduções feitas por vários reformadores a partir do latim para as línguas nacionais. Tal liberdade fez com que fossem criados diversos grupos independentes, conhecidos como denominações. Nas primeiras décadas após a Reforma Protestante, surgiram diversos grupos, destacando o Luteranismo e as Igrejas Reformadas ou calvinistas (Presbiterianismo e Congregacionalismo). Nos séculos seguintes, surgiram outras denominações reformadas, com destaque para os Batistas e os Metodistas.
A Reforma Protestante foi um movimento iniciado por Martinho Lutero no início do século XVI, quando, através da publicação de suas 95 teses, em 31 de outubro de 1517 na porta da Igreja do Castelo de Wittenberg, protestou contra diversos pontos da doutrina da Igreja Católica, propondo uma reforma no catolicismo. Os princípios fundamentais da Reforma Protestante são conhecidos como os Cinco Solas.
Lutero foi apoiado por vários religiosos e governantes europeus provocando uma revolução religiosa, iniciada na Alemanha, e estendendo-se pela Suíça, França, Países Baixos, Reino Unido, Escandinávia e algumas partes do Leste europeu, principalmente os Países Bálticos e a Hungria. A resposta da Igreja Católica Romana foi o movimento conhecido como Contra-Reforma ou Reforma Católica, iniciada no Concílio de Trento.
O resultado da Reforma Protestante foi a divisão da chamada Igreja do Ocidente entre os católicos romanos e os reformados ou protestantes, originando o Protestantismo.
Em efeitos práticos nos dias de hoje podemos destacar diversos pontos resultantes da Reforma Protestante:

a) Liberdade religiosa;
b) Liberdade de pensamento e crença;
c) A morte da hierarquia sufocante;
d) Livre exame das Escrituras;
e) Mediação somente em Cristo;
f) Centralidade na pessoa e obra de Cristo;
g) Salvação pelos méritos de Cristo e não por nossos méritos;
h) Pregação cujo foco é o Evangelho da Cruz e não o pragmatismo da autoajuda;
i) Sem santos e estrelas e nem megalomanias de homens;
j) O centro da revelação é a Bíblia Sagrada;
l) Separação Igreja e Estado;
m) O sacerdócio universal de todos os crentes...

E você, conhece alguma das 95 teses de Lutero?
Clique AQUI e descubra quias são elas.
Abraços

Alexandre

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

O BERÇO DO PROTESTANTISMO PERDE PARA O MAIOR PAÍS COMUNISTA DO MUNDO

Aos domingos, igrejas chinesas teriam hoje mais fiéis do que as europeias somadas


Igrejas na China estão transbordando à medida que se multiplica o número de cristãos no país.
No passado, a repressão política levou muitos a se converterem em segredo. Seriam as conversões atuais uma reação ao capitalismo selvagem?
É impossível dizer ao certo quantos cristãos existem hoje na China mas ninguém nega que o número cresce rapidamente.
O governo diz que são 25 milhões - 19 milhões de protestantes e seis milhões de católicos.
Fontes não oficiais dizem, no entanto, que os números oficiais são modestos demais. Entre as estimativas independentes, as mais conservadoras apontam para uma número em torno de 60 milhões.
Muitos acreditam que aos domingos haja, nas igrejas da China, mais fiéis do que em todas as igrejas europeias somadas.
Os novos cristãos podem ser encontrados em vilarejos no interior e também nas grandes cidades, onde vivem os jovens de classe média.

Em Segredo

A estrutura do cristianismo chinês é complexa. Durante todo o século 20 na China, ele foi associado ao "imperialismo ocidental".
Após a vitória dos comunistas, em 1948, missionários cristãos foram expulsos do país, mas o cristianismo continuou sendo permitido em igrejas aprovadas pelo Estado - desde que essas igrejas se mantivessem fiéis, primeiramente, ao Partido Comunista.Para o líder Mao Tsé Tung, no entanto, religiões eram um "veneno". Sob seu comando, a Revolução Cultural das décadas de 1960 e 1970 tentou erradicá-las.
Forçados a praticar sua religião em segredo, os cristãos chineses não apenas sobreviveram. Agora, com seus próprios mártires, os fiéis se multiplicaram em número e fervor.
Desde a década de 1980, quando crenças religiosas voltaram a ser permitidas, as igrejas oficiais vêm cavando cada vez mais espaço próprio.
Elas são subordinadas à Administração do Estado para Assuntos Religiosos. Estão proibidas de tomar parte em qualquer atividade religiosa fora dos locais designados ao culto e têm de aderir ao slogan "Ame o país - ame sua religião".
Em troca, o Partido promove o ateísmo nas escolas mas se compromete a "proteger e respeitar a religião até o momento em que a religião por si só desapareça".

''Igrejas Domésticas''

Tanto protestantes quanto católicos estão divididos, na China, entre igrejas oficiais e não oficiais.
A Associação Patriótica Católica, aprovada oficialmente, nomeia seus próprios bispos e não tem permissão de manter qualquer contato com o Vaticano, embora os católicos estejam autorizados a reconhecer a autoridade espiritual do papa.
Mas existe no país uma Igreja Católica extraoficial, maior, que conta com o apoio do Vaticano.
Pouco a pouco, Vaticano e governo tentam chegar a um acordo. Bispos ordenados são hoje reconhecidos por ambas as partes, nenhuma admitindo uma soberania maior da outra.
Nos últimos meses, no entanto, as autoridades voltaram a adotar uma linha mais dura, fazendo ordenações de bispos contra a vontade do Vaticano. Revidando, o Vaticano excomungou um desses bispos recém-ordenados.
Ainda assim, seria um engano descartar a igreja católica oficial.
Nas montanhas a oeste de Pequim, na cidadezinha de Ho Sanju, uma igreja católica erguida no século 14 recebe fiéis até hoje.
A fé robusta dos que frequentam a igreja, muitos deles já idosos, resistiu à invasão japonesa e à Revolução Cultural.
O hospital do vilarejo é administrado por freiras, uma delas vinda da Mongólia - onde há uma grande concentração de católicos.
É em cidadezinhas como essa que a Igreja Católica recruta jovens que receberão treinamento para a vida religiosa.
A Igreja Protestante oficial, por sua vez, cresce ainda mais rápido do que a católica.
Em uma manhã de domingo de Páscoa, no centro de Pequim, uma igreja celebrou quatro missas. Todas estavam lotadas, com mais de 1.500 fiéis.
Quantidades como essa, no entanto, significam pouco em comparação ao número de fiéis que frequentam as chamadas "igrejas domésticas".
Clandestinas, essas igrejas vêm se espalhando pelo país e incomodando a igreja oficial - que teme que o fervor inspirado por essas igrejas provoque uma reação do governo chinês.
O que as autoridades consideram inaceitável é a recusa, pelas igrejas domésticas, em aceitar qualquer forma de autoridade oficial sobre elas.
O Estado teme a influência do evangelismo americano e, de fato, a liturgia de algumas das igrejas domésticas tem natureza semelhante.
Mas, em muitos outros aspectos, o movimento das igrejas domésticas parece ser, em grande parte, um fenômeno tipicamente chinês, carismático, energético e jovem.
Falando à BBC, uma jovem cristã com bom nível educacional descreveu sua igreja dessa forma: "Temos 50 jovens profissionais nesta igreja. Todos trabalham muito, não têm tempo para atividades sociais".
"Mas na igreja as pessoas sentem um calor, se sentem bem-vindas. Elas sentem que as pessoas as amam de verdade, então querem fazer parte da comunidade, muitos vêm por isso".

Curso de Casamento

Aos poucos, o Estado vem procurando incorporar o cristianismo em sua "grande ideia" de uma "sociedade harmoniosa" - o slogan que domina a vida pública chinesa.
Mas se há uma questão que com certeza preocupa as autoridades é a razão pela qual tantos vêm se voltando para a religião.
Hoje, fala-se muito a respeito de uma "crise espiritual" na China. A frase foi usada até pelo premiê Wen Jiao Bao.
Os mais velhos puderam acompanhar de perto como uma sociedade regida por dogmas marxistas e leninistas se transformou em um modelo dos mais viscerais do capitalismo selvagem.
Para os jovens que lutam para enriquecer, a confiança nas instituições e a confiança entre indivíduos e entre diferentes gerações está sendo erodida.
Um dos mais importantes filósofos da religião no país, o professor He Guanghu, da Universidade Renmin, em Pequim, disse que para essas pessoas, o culto aos bens materiais tornou-se o único propósito de suas vidas.
"Acho muito natural que muitas outras pessoas não se satisfaçam (...) e saiam em busca de algum significado para suas vidas", disse He Guanghu.
"Por isso, quando o cristianismo entra em suas vidas, elas o agarram com força".

FONTE BBC BRASIL

sábado, 3 de setembro de 2011

40 MÉTODOS PARA CONTAR HISTÓRIAS


Existem vários métodos para contar uma história.

Pesquisas falam que daquilo que só escutamos, esquecemos 90% dentro de 72 horas (3 dias).
Daquilo que ouvimos e vemos a nossa memória guarda muito mais (cerca de 30%).
Portanto, o mais eficiente é ouvir, ver e praticar (até 90%).
         Contar... Simplesmente contar.
Uma história bem contada é sempre fascinante para as crianças. Uma história “ao vivo” é bem melhor do que qualquer programa de televisão porque o contador da história está tão perto que podemos tocar nele. Se o contador consegue, através das palavras e dos gestos, levar as crianças para o mundo da história, ele terá atenção total delas. As crianças não só escutam como também vivem a história com sua imaginação.

Existem métodos que ajudam a contar uma história. Aqui vão alguns deles:

A. DESENHOS
1. Desenhos em A4 ou A3- (Melhor para grupos pequenos) preto/branco ou coloridos.
2. História quebra-cabeça- juntar as peças durante a história .
3. História em metro- rolo de desenhos ou texto.
4. Leporello- dobradura que abre e fecha enquanto se conta a história.
5. Ler livros- (melhor para grupos pequenos)
6. Flanelógrafo- um método antigo, mas sempre interessante!
7. Contar e pintar ao mesmo tempo
8. Histórias na mala ou na caixa de areia
9. Textos com lacunas- Um texto escrito em uma cartolina. As palavras que faltam são completadas durante a narrativa.

B. RETROPROJETOR
1. Retroprojetor- folhas prontas ou desenhadas pelas crianças.
2. Pintura na areia- caixa com fundo transparente no qual se joga areia.
3. Jogo de sombras- objetos ou silhuetas no retroprojetor.

C. DATASHOW
1. Apresentação- Desenhos de vários tipos em Power Point ou outro programa

D. FILME
1. Fazer um filme com as crianças (por ex.uma entrevista com Jonas dentro do peixe)
2. Mostrar um filme bíblico- existem muitos filmes bons, pesquise (inclusive neste blog)

E. TEATRO
1. Apresentações de peças, esquetes, pantomimas, onde os atores são obreiros ou as próprias crianças.
2. Narração interativa- Todos participam através de movimentos ou sons. (Por ex.: Vozes de animais que entram na arca, ou o vento que soprou dividindo o Mar Vermelho, ondas no mar, chuva etc.)
3. Fantoches, marionetes
4. Contar com a mão- (pintar as mãos desenhando olhos, nariz e boca na palma e no dorso)
5. Dedoches - (melhor para grupos pequenos)
6. Teatro imóvel- Os obreiros ensaiam algumas posições (cenas) conforme a história. Eles usam somente seus corpos, nada de trajes típicos ou qualquer objeto. Eles não falam nem se movem. Somente o contador conta uma parte da história. Em certos momentos ele pede às crianças para fecharem os olhos e quando pede para reabri-los, os obreiros já formaram a próxima cena da história, posicionando-se de modo diferente.

          F. USANDO COISAS DIFERENTES
1. Objetos variados- mostrar objetos que combinam com a história a fim de ilustrá-la (por ex.: uma pedra, história de Estevão)
2. Objetos do dia a dia- (uma escova como arbusto, uma panela como casa, uma tigela com água como lago, um vidro de xarope como um doente etc.)
3. Figuras de LEGO ou PLAYMOBIL
4. Material da natureza ou de reciclagem- Por ex.: Colocando uma bola de isopor como cabeça em cima de um rolo de papel ou vestir uma garrafa plástica com roupa de retalhos ou guardanapos. 
5. Bonecos do caroço da manga- lavar bem o caroço, deixar secar, desenhar o rosto no caroço seco, usar guardanapo para fazer o lenço, fixar com elástico.
6. Régua de carpinteiro (duplo metro)- formar figuras simples durante a narração, tais como quadrado imaginando janelas, portas, escadas etc.
7. Colher de pau- pintar o rosto na colher, usar guardanapos para fazer a roupa.
8. Pau de cerca- usar um pedaço de pau, fixar um pedaço de papelão em forma de um rosto.
9. Histórias de chapéu- o contador faz a narração trocando sempre de chapéu para imitar os personagens da história.
10. Ouvir e sentir- (melhor para grupos pequenos) Enquanto conta a história, tire objetos de uma caixa que passa de mão em mão. Por exemplo, uma caixa com areia quando fala do deserto; um tecido colorido, história de José; lentilhas, história de Isaque e Jacó etc.
11. Material da praia- modelar a areia e tirar fotos, usar conchas prá fazer desenhos, escrever palavras na areia e tirar fotos, usar material como coco e outros materiais da praia.
12. História surpresa- tirar objetos de uma caixa enquanto conta a história.
13. Histórias com tampas- Pintar um rosto numa tampa.
14. História com agulhas- (melhor com grupos pequenos) agulhas com cabeçinhas coloridas, cada cor representa um grupo de pessoas

G. OUTROS MATERIAIS
1. Massinha- (mais para crianças e grupos pequenos) Modelar figuras e formas enquanto se conta a história. (Idéia interativa: As crianças participam modelando também enquanto escutam a história.)
2. Cortar ou rasgar papel enquanto conta a história.
3. Histórias de origami- Usar dobraduras para contar a história.
4. Luz negra- A luz negra reflete somente objetos brancos ou florescentes (Por ex., tecido de algodão, mãos pintadas de branco).


IDÉIAS PARA SUAS HISTÓRIAS BÍBLICAS

Encontrei um site bem legal que fornece desenhos e idéias para várias histórias bíblicas. O site é
http://www.the-whole-story.org.
Se quiser acessar as idéias para hitórias do velho testamento clique BEM AQUI!
Agora, para histórias do Novo testamento, clique AQUI

SÓ UM CANUDO

G.O.S.P.E.L

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

PARA OS PAIS PENSAREM!

A caixinha.

Há certo tempo, um homem castigou sua filhinha de 3 anos por desperdiçar um rolo de papel de presente dourado.
O dinheiro andava escasso naqueles dias, razão pela qual o homem ficou furioso ao ver a menina envolvendo uma caixinha com aquele papel dourado e colocá-la debaixo da árvore de Natal.
Apesar de tudo, na manhã seguinte, a menininha levou o presente a seu pai e disse :
"Isto é pra você, paizinho !".
Ele sentiu-se envergonhado da sua furiosa reação, mas voltou a "explodir" quando viu que a caixa estava vazia.
Gritou, dizendo :
"Você não sabe que quando se dá um presente a alguém, a gente coloca alguma coisa dentro da caixa ?
A pequena menina olhou para cima com lágrima nos olhos e disse :
"Oh, Paizinho, não está vazia. Eu soprei beijos dentro da caixa. Todos para você, Papai."
O pai quase morreu de vergonha, abraçou a menina e suplicou que ela o perdoasse.
Dizem que o homem guardou a caixa dourada ao lado de sua cama por anos e sempre que se sentia triste, chateado, deprimido, ele tomava da caixa um beijo imaginário e recordava o amor que sua filha havia posto

FITAS!

sábado, 2 de julho de 2011

CRIANÇAS CHEFES DE FAMÍLIAS


Matéria Publicada na Revista ISTOÉ

Mais de 130 mil brasileiros com menos de 14 anos trabalham o dia inteiro para sustentar suas casas
Paula Rocha
chamada.jpg
SACRIFÍCIO
Luciana e Moisés (com Peterson no colo): 11 horas
de trabalho diárias  e uma renda familiar de R$ 450
A maioria trabalha nas ruas – vende produtos de pequeno
valor, separa material reciclável, é “flanelinha” ou engraxate
As costas doem e os pés descalços latejam de frio. Mesmo assim, Luciana, 13 anos, e Moisés, 8, andam entre os carros de uma movimentada avenida na zona sul de São Paulo. Nas mãos enrijecidas pelo vento gelado, os irmãos carregam caixas com gomas de mascar, que vendem a R$ 0,10 cada. Por trás dos vidros fechados, a maioria dos motoristas ignora a presença das duas crianças, que migram para as calçadas do Largo 13, região popular do bairro de Santo Amaro. Ali oferecem sua mercadoria aos passantes que transitam entre lojas, bares e restaurantes, também sem sucesso. O trabalho na rua, apesar de difícil e ilegal, pois é vetado para menores de 16 anos, é a única alternativa para Luciana e Moisés. Com o pai e a avó materna encarcerados e a mãe desempregada, a dupla é responsável pela renda da família, cerca de R$ 450 mensais. Sua lida diária é o retrato da dura realidade de 662 mil jovens entre 15 e 19 anos e de outras 132 mil crianças entre 10 e 14 anos que são arrimo de família, segundo dados preliminares do Censo 2010 divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
No ano em que se comemora a maioridade do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), criado em 1990, o brasileiro tem poucas conquistas para celebrar. “O trabalho infantil de exploração ou trabalho escravo tem diminuído com o crescimento das denúncias e a atuação da Organização Internacional do Trabalho (OIT)”, diz o advogado Ariel de Castro Alves, vice-presidente da Comissão Nacional da Criança e do Adolescente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). “Porém, o trabalho infantil doméstico ou em situação de rua tem aumentado.” De acordo com pesquisa realizada em 2010 pelo Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda) e pelo Instituto do Desenvolvimento Sustentável (Idest), a maioria das crianças em situação de rua vive com os pais. Do total de 23.973 jovens entrevistados em 75 cidades brasileiras, 59,1% moram com a família e 65% exercem alguma atividade remunerada nas ruas – 4,1% atuam como engraxates, 16,6% separam material reciclável, 19,7% se definem como “flanelinhas” e 39,4% vendem produtos de pequeno valor, como Luciana e Moisés. Os dois começaram a trabalhar há quatro anos. Na época, a mãe deles, Patrícia, aconselhada por uma vizinha, levou os filhos para pedir esmolas e vender chicletes numa feira livre. Voltou para casa com R$ 40 no bolso. “No começo senti muita vergonha de pedir dinheiro, mas depois me acostumei”, conta Luciana. “Só que, se vejo alguém conhecido na rua, saio correndo para me esconder”, diz a menina, revelando quanto sua condição ainda a constrange.

Luciana e Moisés são moradores do Jardim Aracati, bairro no extremo sul de São Paulo. Falta tudo no barraco onde vivem com a mãe e o irmão, Paulo Peterson, de seis meses. Luz, esgoto, água encanada e até comida parecem luxos inacessíveis. Não há nenhum brinquedo na casa. A diversão é restrita a brincadeiras nas ruas do bairro ou na hora do trabalho, quando eles encontram outros colegas que também vendem doces na rua. Geralmente, Luciana, Moisés, Patrícia e Peterson ficam nas ruas das nove horas da manhã às oito da noite. Às vezes, alguém se sensibiliza e oferece uma refeição. “Nunca digo não, mesmo que já tenha comido antes, porque a comida que sobra a gente leva pra mãe e pro Peterson”, conta Moisés, que não está estudando neste ano. Luciana está matriculada no ensino fundamental, mas pode perder a vaga, pois não comparece às aulas desde março. “Não tenho mais vontade de ir pra escola”, diz. Na sétima série, a menina não sabe ler. No horário em que deveria estudar, cuida da casa, dá banho no irmão caçula, dança funk com as amigas e assiste tevê na casa de uma vizinha. A pior lembrança de sua vida remonta à morte do irmão mais velho, Paulo, há três anos. Voltando de mais um dia de trabalho nas ruas, o garoto, com 13 anos na época, morreu ao ser atropelado por um ônibus.
img.jpg
EXEMPLO
Wallace estuda, trabalha e sustenta a mãe doente e os irmãos com seu salário
img1.jpg
“A falta de integração entre as políticas públicas é um dos motivos que levam esses meninos a trabalhar nas ruas”, diz Marcelo Caran, coordenador da Fundação Projeto Travessia, organização que atua com jovens em situação de risco. Para diminuir o contingente de menores de idade arrimos de família, Ariel Alves, da OAB, defende duas medidas. “Em primeiro lugar, planejamento familiar. E, em segundo, a criação de programas que orientem e apoiem famílias carentes, incentivando o desenvolvimento de cooperativas e a busca por um emprego formal”, diz. 

A trajetória do jovem Wallace Santos é uma prova disso. Aos 17 anos, ele enfrenta uma responsabilidade de gente grande. Às quatro horas da madrugada já está de pé. Da sua casa, um cômodo que divide com a mãe e quatro irmãos em Ferraz de Vasconcelos, município da região metropolitana da capital paulista, pega trem, metrô e ônibus para chegar até o colégio estadual onde cursa o primeiro ano do ensino médio. De lá corre para o Sindicato dos Bancários de São Paulo, onde é, desde 2009, um dos contratados através da Lei do Aprendiz, que oferece estágio para estudantes matriculados na escola e em cursos profissionalizantes. Com o salário mínimo de R$ 545 que recebe, o tímido rapaz, fã de quadrinhos japoneses, desempenha o papel de principal provedor da sua família.

A mãe, Rita Dias de Matos, é uma ex-doméstica diabética, cardíaca e com pressão alta, que se viu obrigada a largar o batente há sete anos por motivos de saúde. O irmão mais velho, Wesley, 19 anos, vive de bicos e os mais novos, Bianca, 13, Washington, 11, que tem problemas de aprendizado, e Daiane, 3, passam o dia em casa com a mãe. Mas a rotina da família já foi pior. Wallace viveu dos 2 aos 8 anos de idade em abrigos, apenas na companhia do irmão Wesley. Em 2002, voltou a morar com a mãe e os outros irmãos, mas, assim como os pequenos Luciana e Moisés, teve de vender balas e fazer malabares nas ruas para sobreviver. Nas vezes em que a fome apertava, chegou a furtar alimentos. “Hoje me sinto bem por ter um emprego e ajudar minha mãe”, diz.

Apesar de comovente e exemplar, seria melhor que a história de Wallace não fosse necessária. O ingresso precoce no mercado de trabalho pode impedir uma carreira ascendente no futuro. “O jovem que hoje trabalha para sustentar sua família muitas vezes não terá emprego amanhã, pois não pôde se qualificar devidamente”, diz o advogado Alves. “Uma formação com apenas o ensino médio ou um curso técnico estará aquém das exigências do mercado.” A solução para erradicar o trabalho infantil e amenizar a carga de responsabilidade dos adolescentes que têm de sustentar suas famílias permanece longe de ser encontrada. Até lá, Luciana, Moisés e Wallace continuarão levando suas lutas diárias em busca de uma vida mais digna, mas sem planos claros para o porvir. Nenhum deles sabe o que “quer ser quando crescer”. Eles não têm desejos de consumo nem planos para o futuro próximo. As preocupações de chefes de família ofuscam os sonhos dessas crianças.  
img2.jpg
img3.jpg